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E suas respectivas respostas. Assine e ganhe prêmios! |
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Prêmio Marcílio Pereira 2005 |
13/02/2006 |
- Destaques do ano -
Entre tanta gente lembrada e indicada para essa premiação de repercussão internacional, esses são os vencedores:
Melhor amigo coadjuvante:
Stella Gonçalves
Pelo interesse e incomparável apoio ao meu trabalho, por me entender com tanta facilidade, por confiar em mim, por contar comigo, por ser a única amiga com quem eu falo mais do que escuto, por ser tão mais experiente e me respeitar tanto, pela nossa crescente amizade...
Amigo revelação:
Fabrício Cardoso
Por enxergar a poesia nas coisas. Por encorajar a quem precisa, por ser tão bem disposto, pela viagem à Minas, pela ida à Itaipuaçu, pelos passeios na Floresta, pela sinceridade que não se corrompe, pelas piadas mais simples que alguém já fez, pelo bom uso das palavras, por gostar de dançar ridiculamente, pela extravagância, pela sensatez...
Melhor amigo:
Fernando Júnior
Por demonstrar que se lembra de mim, pela companhia nas noites do Circo Voador, pela declaração de afeto mais sincera e comovente que já recebi, por saber que pode contar comigo, pela generosidade, por querer formar uma banda comigo, por torcer tanto por mim...
Melhor namorada:
Carol Gornic
Por tanto me fazer rir, e pelos milhares de sorrisos, por me olhar com esses olhos castanhos claros, por me chamar a atenção para o fato de que a lágrima é o suco que sai quando se espreme o coração. Por espremer meu coração, pelos presentes, pelas músicas que me mostrou, pelos filmes, pelos livros que me emprestou, por me ajudar a me conhecer melhor, por cantar baixinho, por querer dançar comigo, pelo amor à primeira vista, pelo amor de irmão que ficou, por tudo que eu não sei dizer: Amo-te!
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Prêmios especiais:
À minha irmã mais velha
Por querer se reaproximar de mim e por ser uma mãe ainda melhor a cada dia.
À minha avó materna
Por ficar tão feliz quando estou por perto, pela saudade mais forte que eu sinto, por ter um amor tão grande por todos os filhos, netos e bisnetos. Por chorarmos juntos na hora da despedida, como sempre, como se fosse a última vez. Por estar presente em grande parte das minhas mais doces memórias.
À Priscila
Por me esclarecer que a Lua é um satélite natural que serve para enviar beijos a quem se ama. Por se apaixonar por mim, pelas mensagens via celular, via brisa, via sonho... Por me fazer sentir o peito ferver e congelar centenas de vezes em um segundo, por fazer uma semana valer tanto, por me cativar tão de repente e tão definitivamente, pelas fotografias que tiramos juntos, pelas caminhadas nas matas e nas praias, pelas paisagens, pelo medo que senti antes de lhe pedir um beijo, por todos os beijos seguintes, por acordar tão linda e bem humorada, por tudo que não fizemos...
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::Agradecimentos::
A Pablo Neruda pelos poemas;
'Los Hermanos' e 'Parafusa' pelos CDs;
'Carlos Malta e Pifo Muderno', 'Jaraguá Mulungu' 'Binário' e 'Cordel do Fogo Encantado' pelos inesquecíveis shows;
Chico Buarque pelas músicas mais ouvidas no meu quarto;
Buddy Guy...;
Vincent Ward, pelo melhor filme...
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"Mendigô! Como é que eu chego em Itaipuaçu?" |
20/01/2006 |
Combinamos, eu e Fabrício, de ir pra casa do Roberto em Itaipuaçu no sábado ao meio-dia. Já havia um pessoal lá: Mary, Daniele, Babu, Anníbal, Jaciara e Thiago.
Acabamos saindo de casa só lá pras 16:00 h. Dissimulei pra que o Fabrício não descobrisse que eu nunca havia ido na casa do Roberto e que eu conseguira ligar pra ninguém de lá pra pegar o endereço. Pedimos informações na Ponte pra sabermos chegar em Itaipuaçu e seguimos, paramos mais umas duas vezes pra pedir informação e chegamos na cidade.
Bem... Chegar a Itaipuaçu é uma coisa, chegar na casa do Roberto já é outra estória!
Ficamos procurando um pouco, mesmo sem saber o que procurar, até o gênio do Fabrício dar a idéia de ligarmos pro celular do Anníbal, idéia que eu não tive antes porque eu nem sabia que o Anníbal estava lá. Liguei:
— Anníbal, deixa eu falar com o Roberto!
— Tô mijando, liga depois!
Liguei depois e o Roberto falou pra nos dirigirmos ao Bar do Elefantinho, em um lugar chamado Recanto.
Fomos pegando informações pra chegarmos no tal Bar... Vi um maluco maltrapilho passando e zoei: "Aê, mendigo! Como é que eu chego no Recanto?" Fabricinho gostou da idéia e a gente foi gastando até chegar lá:
"Boa tarde, barriguda! Onde fica o Bar do Elefantinho?"
"Aê, careca, você pode me dar uma informação?"
Chegamos no bar e ligamos pro Roberto pra ele ir nos buscar.
O lugar é bem bonito! Fica bem no canto da praia, atrás da casa tem um canal e depois do canal tem uma pedra enorme, a Pedra do Elefante. E a casa é de frente pra praia.
Ficamos lá ouvindo vinis do avó do Roberto e tomando cerveja. Podemos dizer que, na trilha sonora do fim de semana, predominou Chico Buarque, Elis Regina e Carlos Gardel.
Lá pras 7 horas o Babu e a Jaciara foram fazer o jantar... Longa, longa espera! Antes comêssemos bolachinha! É difícil crer, mas o macarrão só desencalhou depois das 11 da noite! Jantamos, e alguns já dormiram no mesmo lugar onde comeram! Esperamos uma hora e acordamos todo mundo pra darmos uma volta. Pegamos nossas cervejas e fomos pro bar! No caminho o Anníbal e o Fabrício ficaram olhando por cima do muro de uma casa, aí alguém abriu a porta e eles saíram correndo como dois idiotas (que são). Foi engraçado! Ficamos no bar de bobeira um tempo, e eu, Anníbal e Fabrício voltamos pra casa pra pegar mais umas garrafas, o Babu estava acordado e foi conosco pro bar. No caminho, o Fabrício fingiu que ia tocar a campainha da tal casa, e de repente uma mulher abril a porta quando ele estava com o dedo quase encostado na campainha. A mulher perguntou:
— O que você quer?"
Acho que eu nunca vi alguém ficar tão sem graça e sem reação! Ele andava pra trás lentamente, quase sem sentir, e eu via nos olhos dele que ele queria estar na cama, dormindo. Mas, o menino se recuperou e disse:
— Eu só queria participar da festa!
Nisso o Anníbal já estava escondido atrás de um carro.
A mulher falou não sei o que com o Fabrício e ele foi andando. Quando estávamos no meio do caminho veio um carro com um mané que acendeu o farol alto e parou bem ao meu lado e me chamou, cheio de marra:
— Vocês que querem participar da festa?
— Ah, não! O meu amigo só estava brincando!
— Porque é o seguinte: aquela festa é uma aposta, quem perder leva um tiro na bunda!
Credo! Nunca vi ameaça tão mal articulada! Me segurei pra não rir na cara dele, e ele continuou:
— Ali todo mundo é cabreiro!
"Cabreiro"?! Como assim? Eles criam cabras?
Nisso o Anníbal que já estava chapado e ouviu o sujeito falando isso, começou a falar:
— Não fica "cabreiro" não! Fica "cabreiro" não, tá?
Depois que achou que a sua condição de "macho" estava devidamente honrada deu a volta e foi embora.
Enfim: chegamos ao bar e fomos jogar sinuca, jogo no qual me consagrei "O Rei", depois ficamos jogando totó. Babu e Anníbal não perderam nenhuma. O dono do bar começou a implicar com a gente porque nós levamos nossa própria cerveja. Aí a gente resolveu ir pra casa.
Fomos e o Anníbal ficou. Mais de uma hora depois ele chega em casa chapado contando várias mentiras. Disse que fez amizade com todo mundo no bar, e jogou totó com todo mundo, e que desafiou todos os fortões do local para duelos de totó, e que não perdeu nenhum. Virou amigo do dono do bar, que lhe deu 5 cervejas e 4 doses de cachaça, deu toco em várias mulheres etc.
Depois de ouvir tantas mentiras fomos dormir.
No dia seguinte o Anníbal foi o último a acordar, estávamos todos do lado de fora da casa e de repente ele já sai com uma garrafa na mão e falando que escovou os dentes com cerveja.
Fomos à praia, ficamos menos de uma hora lá e voltamos pra pegar o barco e ir pro mar pegar mariscos pro almoço. Eu que nunca tinha andado de barco a remo me amarrei. Fui remando. Chegamos na pedra que o Roberto escolheu pra catar os bichos. Ele e o Babu ficaram catando e os outros ficaram nadando. Eu cismei que queria subir na pedra pra mergulhar lá de cima, e quando o barco chegou perto de um lugar onde eu pudesse agarrar eu pulei. Quando os moleques viram eu já estava escalando na pedra.
Depois que enchemos o saco de mariscos (nos dois sentidos) voltamos. Eu fui nadando. Nunca nadei tanto na minha vida, cheguei na praia cheio de marra! Todo mundo me olhando e eu fingindo que nem estava cansado, saí da água já correndo.
Bem, descobri que eu detesto mariscos! Mais que isso: tenho nojo daquele cheiro impregnante!
Todos estavam comendo e eu fui brincar de tacar pedra na cabeça do Fabrício. Uma hora ele resolveu revidar e jogou um pedaço do marisco que não se come. Eu pedi um e joguei inteiro na cara dele. Ele pegou um e saiu correndo atrás de mim e esfregou na minha cara... Tive que tomar outro banho,escovar os dentes, passar perfume...
Após essas aventuras levamos o violão pra praia e ficamos cantando até a hora de ir embora.
Viemos embora, eu, Fabrício, Anníbal, Thiago e Jaciara. Falei com eles sobre o estúpido passatempo que eu inventei na ida e começamos de novo:
"Ô, perneta! por onde eu saio de Itaipuaçu?"
"Boa tarde, peituda!"...
...
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Os Reis do Bar |
5/01/2006 |
Estava jantando em casa, cheio de sono, cansado, e Fabrício e Anníbal chegam animadões:
— Coé, Marcílio! Cadê a sua caixa de som?
— Tá emprestado ali no bar. Por quê?
— A Junkebox do Palpite Feliz tá quebrada! Aí a gente leva um disc-man e a sua caixa e ficar dançando lá! Vamos?
— Pô! Vou jantar! Pega a caixa lá que depois eu vou!
Cheguei lá e já estavam os dois dançando, só os dois! Eu estava meio desanimado... E os dois já no pique! Rolou um Belchior emocionado!... Quando acabou a seção Belchior eu já estava no clima. Nos Mutantes já estávamos pulando, nos abraçando, cantando altão: "Veja como vem, veja bem..." "O meu cigarro acabou..." "Dizem que sou louco..." Depois foi só música preta de alta classe! Jamiroquai, Jackson Five e companhia.
Adoniran Barbosa! Agora sim! "De tanto levar flechada do seu olhar, meu peito parece até sabe o quê? Táubua de tiro ao álvaro..." Vimos que já havíamos conquistado o público e resolvemos ir direto ao ponto: "Agora é só sambão"!
... E o dono do bar a toda hora dizia: "Anníbal! Abaixa!"
A essa altura o bar já estava esvaziando, e a gente só enchendo... o "pote".
Samba no pé! Samba no pé!
Pronto! Ninguém mais no bar!
— Anníbal! Já chega, né?!
— A última! Pra despedir!
Alcione pra ir embora! "Não posso mais alimentar a esse amor tão louco! Que sufoco!..."
João Nogueira pra despedir! "Seu vestido de babado, que é de fato alta costura, me fez sábado passado ir a pé a Cascadura..."
E assim foi! E o pessoal já limpando o chão!
Os Originais do Samba, forevis!
... Agora o pessoal do bar já estava até curtindo mais o nosso estilo 'velha guarda' de sambar.
Chico Buarque!
Jorge Ben!
João Nogueira pra despedir!
Acabaram de varrer, lavar, limpar, catar os copos, apagar as luzes...
Wilson Simonal!
Pronto! O bar fechou!
Gente! Faltou o Benito! Pô! Ia até chorar! "... Mais chegou o Carnaval e ela não desfilou! Eu chorei, na avenida eu chorei, não pensei que mentia a cabrocha que eu tanto amei..." Coisa linda, heim! Arrepiou?
Anníbal e Fabricinho de Vila Isabel! Na próxima quarta é o seguinte:
Deixemos os bigodes crescerem, passemos nossas melhores camisas vermelhas, calcemos nossos sapatos negros e bailemos salsa!
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Reveillon |
2/01/2006 |
No dia primeiro acordei no chão do meu quarto com uma puta dor de cabeça e uma baita de uma sede, e pensando assim: “Putz! Será possível que eu dei R$ 10,00 pro trocador do ônibus?” Conferi meu dinheiro e constatei que eu realmente dei! Fui tomar banho e vi que estava com areia no cabelo e tive um "flash" de memória de uma sensação de prazer que se tem quando se cai bêbado na areia de Copa!
Coisas que disseram que eu fiz:
Fiquei gritando “Brasil” toda hora!
Tentei pegar todo mundo no colo, quando peguei o Fabrício eu caí com ele.
A Mônica me ligou e eu falei “Mônica, tô muito mal”, passei o telefone pra Renata e caí pra trás.
Bebi quatro latinhas de Coca-cola de uma vez (só pode ser por isso que acordei passando mal).
Cismei que nunca mais ia mijar!
Queria dormir na praia (normal).
Desejei “Feliz 2003” pra todo mundo! Entre outras coisas.
Tenho que colher mais depoimentos sobre as coisas que (supostamente) fiz.
Pelo menos desta vez eu permaneci vestido!
Gente! Não precisa me agradecer por animar sua virada de ano!
Coisas que eu lembro mas preferia esquecer:
Tomei toco de uma lésbica linda (eu acho que era linda)
Dei R$ 10,00 pro trocador do ônibus.